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Rafael Benevides

In a serious relationship with Software Development

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Brasília é uma cidade muito importante no cenário brasileiro, desde político até mesmo na área de Tecnologia (claro, motivado pelo Governo – principal cliente)! Junto com outros grandes pólos de TI do Brasil, como São Paulo e Rio de Janeiro; Brasília é sempre pioneira, fomentadora e também inovadora quando o assunto é Tecnologia da Informação.Na busca pela qualidade de produtos e serviços, existe uma “corrida armamentista” das empresas para se adequarem a licitações cada vez mais exigentes. Entretanto, muitas vezes, a grande parte destas melhorias da área de Engenharia de Software são implantadas sem um bom senso. Até mesmo o RUP, muitas vezes é implantando erroneamente como um modelo em cascata, descartando toda e qualquer referência as iterações. Em uma destas empresas/orgão escutei um gerente de projetos dizer: “Antigamente pelo menos entregávamos sistemas e não apenas papéis” (em uma evidência clara de que ali havia uma grande burrocracia – com dois ’r’s mesmo). Outro fato comum é que alguns projetos terceirizados para as “fábricas” demoravam muito mais tempo e consumiam muito mais recur$o e NUNCA atendiam a espectativa do cliente. Também presenciei projetos que levaram 5 meses para se levantar TODOS (obviamente) os requisitos e “queriam” que a implementação fosse feita em 1 mês e a única desculpa para todos estes erros em diferentes lugares é apenas 1: O órgão não pode ficar refém das pessoas e deve investir tempo na documentação! “É uma ilusão enorme achar que melhorar o processo irá diminuir a dependência das pessoas.” (Rodrigo Yoshima)Há mais de um ano atrás, eu disse neste blog, que desde 2004, defendo e valorizo os princípios do Manifesto Ágil:

  1. Indivíduos e interação entre eles mais que processos e ferramentas;
  2. Software em funcionamento mais que documentação abrangente;
  3. Colaboração com o cliente mais que negociação de contratos;
  4. Responder a mudanças mais que seguir um plano.
"Ou seja, mesmo havendo valor nos itens à direita, valorizamos mais os itens à esquerda.”Entretanto mesmo isto estando aparentemente na contra-mão dos direcionamentos e necessidades impostas pelo Governo Federal para a contratação de serviços de TI, é possível perceber que muitos órgãos estão deixando o modelo de desenvolvimento baseado em linha de montagem para trás. Apesar deste órgãos serem grandes corporações e de grandes importância, eles não possuem apenas 1 grande projeto, mas sim vários projetos que precisam ser entregues com qualidade a população brasileira. E isto só é possível tornando-se ágeis.Felizmente Brasília continua se inovando e mesmo sendo mais fácil convencer gerentes e empresários de empresas privadas a adotarem o Scrum (por causa do ROI em curto prazo), já existem órgãos públicos (Aeronáutica, INEP, entre outros) e privados (Bancoob) que estão apostando na adoção de metodologias ágeis . A prova disto é a procura cada vez maior na lista de discussões ÁgilDF.Se voltarmos nossos olhos para fora de Brasilia, veremos como o Scrum está tendo uma forte aderência com altos índices de sucesso. Até mesmo a Microsoft já possui um Scrum Solution Starter para o Project. E até a nova linha de produtos da IBM Rational ( http://jazz.net) destaca em letras enormes na sua página inicial “People not Organizations build great Software”.Se você (gestor público, gerente de projeto, etc) ainda não se convenceu, sugiro que dedique a semana para ler alguns excelentes Posts sobre Scrum e como evitar gastar uma semi-fortuna com uma consultoria que lhe promete todos os buzzwords do momento.
  1. Não jogue dinheiro fora com melhoria de processos
  2. Como estamos indo com a adoção de Scrum na Globo.com
  3. Scrum & CMMi (e a apresentação Scrum na Globo.com: derrubando mitos.)
  4. CMMi = Scrum. A Provocation to See the Trurh
Acreditem: “O desenvolvimento de software é puramente dependente de pessoas e não de processos.”